quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Segunda carta estudo para o SULÃO

Queremos saudar com muito carinho a todos e todas que nos acompanham neste processo de crescimento da fé e entendimento de uma formação pautada nos caminhos da Iniciação à Vida Cristã.
Você está recebendo a segunda carta em preparação ao IX Sulão bíblico catequético. A partir dela, queremos despertar para uma outra atitude comunicadora de Jesus: Encontrar. A imagem motivadora desta carta é expressa pelas mãos dadas, num gesto de cumprimento, lembrando a consequência afetiva da acolhida.

Imagem motivadora

Mãos dadas

Atitude comunicadora
de Jesus

Encontrar


“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
o Pai das misericórdias e Deus de toda Consolação” ( 2Cor1,3)
Encontrar e Acolher são palavras que nos remetem aos discípulos que assumiram o chamado de Jesus, quando lhes disse: “Vinde e Vede” (Jo 1,39).
Nos caminhos da busca por Jesus entendemos que é Ele quem nos atrai a si (Jo 1, 38) e é Ele mesmo quem nos chama: “Segue-me” (Mc 1, 14; Mt 9,9). Constantemente, o papa Francisco nos entusiasma para o sentido verdadeiro do encontro com Jesus: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (EG 1).
Hoje, Jesus nos chama para um encontro real e pessoal: “Vinde e vede!” (Jo 1,39), para uma experiência fascinante, que permite descobrir quem Ele é, como vive, quem são seus amigos... Permitir-se a este encontro é entender que Jesus preenche nossa vida com seu amor, sua ternura e sua mensagem.
Assim, os discípulos ficaram encantados por sua pessoa e passaram a segui-lo e a comunicá-lo, transmitindo aos demais a alegria do encontro que é o próprio conteúdo da notícia comunicada:
- Encontrar-se com Jesus significa ser discípulo missionário capaz de dizer aos outros: “encontramos o Messias” (Jo 1, 41), como o fez Filipe a seu irmão Simão;
- Encontrar-se com Jesus é deixar-se seduzir pelo seu mistério, a exemplo de Nicodemos (Jo 3, 1-15);
- É intuir a força de seu amor ao ser humano e sua ternura que atrai a estar com Ele em todas as horas, como a fé de Marta por ocasião da morte de Lázaro (Jo 11, 21);
- É “revestir-se” com os mesmos sentimentos de caridade e humildade de que nos fala Paulo em sua carta aos Filipenses (Fl 2, 5);
- É fazer ecoar as palavras de Natanael, verdadeiro reconhecimento e expressão de uma fé convicta: “Mestre, tu és o Filho de Deus, o rei de Israel” (Jo 1, 49).
- É comunicar a bondade e humanidade de Deus aos sofredores, excluídos e sem esperança. É permitir que o encontro com o Filho de Deus seja real feito através de nosso testemunho, nossos gestos e atitudes. A mensagem da salvação que acreditamos transforma-se em oportunidade concreta diante da sensibilidade com os prediletos do Mestre.
Jesus nos ensina que o encontro se dá na proximidade, e por sermos humanos, esta é uma realidade que nos toca, se queremos comunicar o Evangelho. Recordando outra vez o papa Francisco: “o Evangelho nos convida sempre a abraçar o risco do encontro com o rosto do outro, com a sua presença física que interpela, com o seu sofrimento e suas reivindicações, com a sua alegria contagiosa, permanecendo lado a lado” (EG 88).
Querido/a catequista, que a cada encontro sejamos encantados com o rosto de Cristo que se revela na face do próximo. E ainda mais. Possamos comunicar em nossas faces o rosto alegre e acolhedor do Cristo, que quer encontrar e alcançar a todos, sem distinção de cultura, etnia, gênero ou classe social. Mas que a cada um e cada uma sejamos a presença do coração de Deus.
A comunicação precisa se transfigurar em serviço e solidariedade. Que esta carta sirva de força e coragem na missão de catequizar.
Queridos (as) catequistas, irmãos e irmãs na fé, “alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, tendes um mesmo sentir e pensar, vivei em paz e o Deus do amor e da paz estará convosco”. (2Cor 13, 11)
Um grande abraço!
Lumen Equipe de Coordenação do Sulão

Provocações para reflexão:
1 - Como se dão os ENCONTROS de Jesus nos Evangelhos?
2 - Como são nossos encontros com os catequizandos, pais, colegas de catequese, lideranças, comunidade?
3 - Nossos encontros têm um caráter de festa, proximidade, alegria, capazes de contagiar? Sim? Não? Por quê?

Leitura Orante:
Dentre as inúmeras maneiras de encontro com Jesus, pela Leitura Orante da Palava de Deus somos conduzidos ao mistério de Jesus-Mestre, que ensina e envia. Outros encontros eficazes se fazem pela Eucaristia, no sacramento da reconciliação, na oração pessoal e comunitária e no encontro com o rosto dos mais pobres e excluídos.
Sugerimos, portanto, que seja feita a Leitura Orante do texto bíblico Jo 1, 35-49.
Da Acolhida e do Encontro decorre o Diálogo com Jesus, tema da próxima carta. Até lá!
Continuaremos nossa conversa sobre as atitudes acolhedoras de Jesus na próxima carta:
DIÁLOGO


Leitura e Escuta Orante
da Palavra de Deus: 
Jo 1, 35-49

Primeira carta estudo do SULÃO


Você está recebendo a primeira carta em preparação ao IX Sulão bíblico catequético. Nesta carta apresentamos uma atitude comunicadora de Jesus e uma imagem sobre a cor que corresponde ao tempo da Iniciação à Vida Cristã (cf. Plano de cartas) para serem utilizadas na leitura pessoal ou comunitária da carta.

Imagem motivadora
Identidade
Atitude comunicadora
de Jesus
Acolher


“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
o Pai das misericórdias e Deus de toda Consolação” ( 2Cor1,3)
A identidade de Jesus vai se revelando em sua aproximação e desejo de uma relação de um amor real e transformador. Nele se abre, para todos que o encontram, a possibilidade de se relacionar com Deus. No encontro pessoal com o Senhor, nasce o discípulo, que assume sua identidade cristã, capaz de se encantar com suas palavras e reconhecê-lo como Mestre que conduz e caminha ao seu lado. Sabemos que Deus nos predestinou a uma vida de alegria em Cristo. Ele nos escolheu para termos acesso ao seu amor revelado em seu Filho e Nele sermos adotados como filhos e filhas, pois a adoção dá direito a herança. (cf. Ef 1,5)
“Deus, infinitamente perfeito e bem-aventurado em Si mesmo, num desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para o tornar participante da sua vida bem-aventurada. Por isso, sempre e em toda a parte, Ele está próximo do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-Lo, a conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade da sua família que é a Igreja. Para tal, enviou o seu Filho como Redentor e Salvador na plenitude dos tempos. N'Ele e por Ele, chama os homens a tornarem-se, no Espírito Santo, seus filhos adotivos e, portanto, herdeiros da sua vida bem-aventurada.”. (CIC,1)
Esse gesto benevolente de Deus é acolhedor. No livro do Deuteronômio encontramos um registro sobre a intercessão de Moisés que revela sua confiança em Deus que acolhe e sustenta o seu povo com mão forte: “Eles, no entanto, são teu povo, tua herança que com teu grande poder e braço estendido tiraste do Egito”. (Dt 9, 29). A certeza da presença de um Deus que se faz companheiro de caminhada impregnou a história de um povo fiel e sedento de vida até a chegada de Jesus e confirmada na vinda do Espírito Santo, garantia da nossa herança. A encarnação do Verbo é a prova desse Amor acolhedor, que rico em misericórdia, veio para garantir vida em abundância aos que são atraídos a Ele. Jesus, o bem amado, assumiu e revelou em sua vida esse Amor no meio do seu povo. Por onde ele caminhava, nas suas palavras e gestos, nas advertências e ensinamentos, no meio dos pobres e nobres, nas cidades e nas estradas, Jesus repetia com generosidade o gesto comunicador do Pai ao acolher a todos, dando-lhes a indicação de um caminho de conversão e comunhão. Aos poucos, sua fama foi se espalhando e sua identidade reconhecida. Ele se aproximava das pessoas e as chamava pelo nome. O Nome é a identidade de uma pessoa. Esse gesto confirma que Ele repetiu a pedagogia do Pai: “Eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chamo pelo nome”. (cf Is 45, 1-5)
De fato, Ele chamava pelo nome porque conhecia a pessoa e a conhecia muito mais do que seu nome, conhecia sua dor e sofrimento, sua esperança e seus sonhos. Ainda hoje continua a chamar pelo nome a cada um para viver e anunciar a alegria da Boa Nova. O Documento de Aparecida, no capítulo 6, fala de um caminho de formação para aqueles que se deixam alcançar por Jesus. Essa aproximação coloca a pessoa chamada para o exercício de um discipulado missionário. Com o gesto de acolher, uma das atitudes comunicadoras de Jesus, muitos apóstolos e discípulos foram formados pessoalmente pelo Mestre.
Jesus nos busca nos dias de hoje, onde estamos! Vem ao nosso encontro pois a iniciativa é dele.faz chegar aos nossos ouvidos o Querigma dos primeiros apóstolos, faz arder nosso coração com a mesma fé que movia a vida dos primeiros cristãos. Ele quer nos envolver com seu amor e dar sentido a nossa vida, dando-nos a conhecer sua identidade. Em nós, catequistas, e, por nossa voz, deve ressoar o anúncio querigmático como centro de nossa atividade evangelizadora.    
O Papa Francisco, em sua Exortação Apostólica Evangelli Gaudium fala que “não há nada mais sólido, mais profundo, mais seguro, mais consistente e mais sábio que esse anúncio”. (EG 165). Ainda mais, nos ajuda a entender que o anúncio querigmático é a resposta para todos os anseios de quem busca pelo Senhor: “Toda a formação cristã é, primariamente, o aprofundamento do querigma que se vai, cada vez mais e melhor, fazendo carne, que nunca deixa de iluminar a tarefa catequética, e permite compreender adequadamente o sentido de qualquer tema que se desenvolve na catequese. É o anúncio que dá resposta ao anseio de infinito que existe em todo o coração humano.” (EG 165)
No coração de quem encontra o Senhor é gerada uma felicidade infinita, quem responde ao seu chamado deixa-se impregnar de sua palavra e de seu olhar, de sua voz que chama e de seu olhar que encontra. Recordemos o que nos diz o Documento de Aparecida:  “conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria. ” (DAp 32) Enfim, queridos catequistas, irmãos e irmãs na fé, “alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, tendes um mesmo sentir e pensar, vivei em paz e o Deus do amor e da paz estará convosco”. (2Cor 13, 11)
Um grande abraço!
Lumen Equipe de Coordenação do Sulão
Provocações para reflexão:
1.    Atitude comunicadora de Jesus
2.    Como você vê o desafio de acolher Jesus que está entre nós e em cada um de nós?
3.    Como a catequese pode testemunhar essa atitude desafiadora de Jesus?
Leitura Orante:
Para experimentar a acolhida de Jesus, faça a leitura orante do texto bíblico Lc 19, 1-10.
Continuaremos nossa conversa sobre as atitudes acolhedoras de Jesus na próxima carta:
ENCONTRAR
Leitura e Escuta Orante
da Palavra de Deus: 
Lc 19, 1-10


Ano da Misericordia

Ano da Misericórdia
No dia 8 de dezembro deste ano de 2015, o Papa Francisco abriu o Jubileu extraordinário da Misericórdia. É o 29ª Ano Santo vivido na história da Igreja. Na data se celebrava o 50º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II. Antes de abrir a Porta Santa, o Santo Padre presidiu na Praça São Pedro a Santa Missa da Solenidade Litúrgica da Imaculada Conceição.
Na homilia, Francisco destacou que o gesto “altamente simbólico” da abertura da Porta Santa da Misericórdia acontece à luz da Palavra de Deus escutada na liturgia, que evidencia a primazia da graça, que envolveu a Virgem Maria, tornando-a digna de ser mãe de Cristo. “A plenitude da graça é capaz de transformar o coração, permitindo-lhe realizar um ato tão grande que muda a história da humanidade”, reforçou o Pontífice.

Amor que perdoa
O Papa disse ainda que a festa da Imaculada Conceição exprime a grandeza do amor divino. “Deus não é apenas Aquele que perdoa o pecado, mas, em Maria, chega até a evitar a culpa original, que todo o homem traz consigo ao entrar neste mundo. É o amor de Deus que evita, antecipa e salva”.
O Santo Padre recorda que há sempre a tentação do pecado, que se exprime no desejo de projetar a própria vida, independentemente da vontade de Deus. Segundo ele, esta é a “inimizade” que ameaça continuamente a vida dos homens, contrapondo-os ao desígnio de Deus.

Todavia, afirma o Pontífice, a própria história do pecado só é compreensível à luz do amor que perdoa. “Se tudo permanecesse ligado ao pecado, seríamos os mais desesperados entre as criaturas. Mas não! A promessa da vitória do amor de Cristo encerra tudo na misericórdia do Pai”.
Descobrir a misericórdia de Deus
Francisco destacou que também este Ano Santo Extraordinário é dom de graça e entrar pela Porta Santa significa “descobrir a profundidade da misericórdia do Pai” que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um.
O Papa explicou que, neste ano, os fiéis são convidados a crescer na convicção da misericórdia, e disse que, quando se afirma, em primeiro lugar, que os pecados são punidos pelo julgamento de Deus, fazemos uma grande injustiça à Ele e à sua graça, pois eles são perdoados, primeiramente, por sua misericórdia.
Nesse sentido, o Santo Padre expressou seu desejo de que atravessar a Porta Santa permita a todos sentirem-se participantes deste mistério de amor. “Ponhamos de lado qualquer forma de medo e temor, porque não se coaduna em quem é amado; vivamos, antes, a alegria do encontro com a graça que tudo transforma”.
50 anos do Concílio Vaticano II
O Pontífice recordou ainda que, há 50 anos, os padres do Concílio Vaticano II escancaram outra porta ao mundo. E destacou que, a riqueza deste evento, não está apenas nos documentos elaborados, mas primariamente, no verdadeiro encontro que ocorreu entre a Igreja e os homens deste tempo.
“Um encontro marcado pela força do Espírito que impelia a sua Igreja a sair dos baixios que por muitos anos a mantiveram fechada em si mesma, para retomar com entusiasmo o caminho missionário. Era a retomada de um percurso para ir ao encontro de cada homem no lugar onde vive”, ressaltou.
Por fim, Francisco enfatizou que também o jubileu exorta a cada um a esta abertura, ao impulso missionário, a não esquecer o espírito que surgiu no Vaticano II: o do samaritano.

Abertura da Porta Santa
Ao final da Missa, o Papa Francisco dirigiu-se à Porta Santa da Basílica de São Pedro. Após uma breve oração, subiu os degraus em silêncio e com três toques abriu a Porta Santa, dando início ao Ano da Misericórdia.
O Pontífice foi o primeiro a atravessar a Porta Santa, seguido pelo Papa emérito Bento XVI e pelos demais concelebrantes, outros sacerdotes, religiosos e por alguns fiéis.
Francisco dirigiu-se ao Altar da Confissão no interior da Basílica de São Pedro e concluiu a Santa Missa com uma oração e sua benção apostólica.
O que é o Ano Santo?
O Papa Francisco anunciou o Jubileu do Ano Santo da Misericórdia por meio da Bula de Proclamação Misericordiae Vultus (O Rosto da Misericórdia). O Jubileu inicia em 08 de dezembro de 2015 e se concluirá no dia 20 de novembro de 2016, com a Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo.
A celebração do Jubileu se origina no judaísmo. Consistia em uma comemoração de um ano sabático que tinha um significado especial. A festa se realizava a cada 50 anos. Durante o ano os escravos eram libertados, restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as terras deviam permanecer sem cultivar e se descansava. Era um ano de reconciliação geral. Na Bíblia, encontramos algumas passagens dessa celebração judaica (cf. Lv 25,8).
 O que significa Jubileu?
A palavra Jubileu se inspira no termo hebreu de yobel, que se refere ao chifre do cordeiro que servia como instrumento musical. Jubileu, também tem uma raiz latina, iubilum que representa um grito de alegria. Na tradição católica, o Jubileu consiste em que durante um ano se concedem indulgências aos fiéis que cumprem certas disposições estabelecidas pelo Papa. O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. A celebração do Ano Santo Ordinário acontece em um intervalo a cada 25 anos, com o objetivo de que cada geração experimente pelo menos uma em sua vida. Já o Ano Santo Extraordinário se proclama como celebração de um fato destacado. O Jubileu proclamado pelo Papa Francisco é um Ano Santo Extraordinário. É um convite para que, de maneira mais intensa, fixemos o olhar na Misericórdia do Pai.

Por que abrir uma porta no Ano Santo?
A Porta Santa, na Basílica de São Pedro, em Roma, só se abre durante um Ano Santo e significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. Na cerimônia de abertura, o Papa toca a porta com um martelo 3 vezes enquanto diz: “Abram-me as portas da justiça; entrando por elas confessarei ao Senhor”. Depois de aberta, entoa-se um canto de Ação de Graças e o Papa atravessa esta porta com seus colaboradores.
O que fazer nesse ano?
Na Bula Misericordiae Vultus, o Papa Francisco sugere algumas iniciativas que podem ser vividas em diferentes etapas:
·            Realizar peregrinações;
·            Praticar as obras de misericórdia;
·            Intensificar a oração;
·            Passar pela Porta Santa em Roma ou na Diocese;
·            Perdoar a todos;
·            Buscar o Sacramento da Reconciliação;
·            Superar a corrupção;
·            Receber a indulgência;
·            Participar da Eucaristia;
·            Fortalecer o ecumenismo;
·            Converter-se.
·             
O que é a indulgência?
Indulgência é a remissão diante de Deus da pena devida aos pecados, cuja culpa já foi perdoada. Cada vez que alguém se arrepende e se confessa, é perdoado a culpa dos pecados cometidos, mas não a pena. Por exemplo, se alguém mata uma pessoa e se arrepende, depois pede perdão e procura o Sacramento da Penitência, receberá o perdão. Contudo, como repassar o mal cometido que tirou a vida de alguém? Por isso permanece uma pena após o perdão. Essa situação pode ter um indulto, uma indulgência, que a Igreja oferece em certas condições especiais e quando o fiel está bem disposto a buscar a santidade de vida, aproximando-se cada vez mais de Deus. A Igreja pode oferecer a indulgência pelos méritos de Cristo, de Maria e dos santos que sempre participam da obra da salvação. Sobre isso, escreveu o Papa Francisco: “No sacramento da Reconciliação, Deus perdoa os pecados, que são verdadeiramente apagados; mas o cunho negativo que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos permanecem. A misericórdia de Deus, porém, é mais forte também do que isso. Ela torna-se indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado, habilitando-o a agir com caridade, a crescer no amor em vez de recair no pecado” (Misericordiae Vultus, 22).

Como receber a indulgência?
Para receber a indulgência todos são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à Celebração da Eucaristia com uma reflexão sobre a Misericórdia. Será necessário acompanhar essas celebrações com a profissão de fé e com a oração pelo Papa, para o bem da Igreja e do mundo inteiro.

Há indulgências para os falecidos?
A indulgência pode ser obtida também para os que faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na Celebração Eucarística, também podemos, no grande mistério da Comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraça-los na felicidade sem fim.

E os doentes e idosos?
Para eles será de grande ajuda viver a enfermidade e o sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor que no mistério da sua paixão, morte e ressurreição indica o caminho para dar sentido à dor e à solidão. Viver com fé e esperança este momento de provocação, recebendo a comunhão ou participando na Celebração Eucarística e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será, para eles, o modo de obter a indulgência jubilar.

As obras de misericórdia
A experiência da misericórdia torna-se visível pelo testemunho concreto. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente, obterá a indulgência jubilar.

Obras corporais
1.      Dar de comer aos famintos;
2.      Dar de beber aos que tem sede;
3.      Vestir os nus;
4.      Acolher o estrangeiro;
5.      Visitar os enfermos;
6.      Visitar os encarcerados;
7.      Sepultar os mortos.
Obras espirituais
1.      Aconselhar os duvidosos;
2.      Ensinar os ignorantes;
3.      Admoestar os pecadores;
4.      Consolar os aflitos;
5.      Perdoar as ofensas;
6.      Suportar com paciência as injustiças;
7.      Rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015



ENCONTRO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA DO REGIONAL SUL 3 DA CNBB - SETEMBRO DE 2015

A Animação Bíblico-catequética do Regional Sul 3 reuniu os coordenadores das suas províncias para mais um encontro de formação e planejamento regional, dias 23 e 24 de setembro de 2015, na casa das Irmãs Salesianas, em Porto Alegre. Estiveram representadas todas as Dioceses do Rio Grande do Sul. O tema aprofundado foi "Palavra de Deus, Fonte da Catequese", que será o conteúdo da II JORNADA ESTADUAL DE CATEQUISTAS, que acontecerá no dia 25 de setembro de 2016, no Gigantinho, em Porto Alegre. Irmã Maria Aparecida Barbosa, trabalhou este tema com o seu conhecido entusiasmo, capacidade de comunicação e conhecimento profundo do tema.
Os coordenadores presentes salientaram como pontos relevantes a espiritualidade do encontro, com suas celebrações da palavra e eucaristia, o tema e a assessora, a presença do bispo referencial Dom Jacinto Bergmann e a do secretário do Regional Sul 3, Pe. Leandro Padilha, assim como a presença de D. Jaime Splenger, arcebispo de Porto Alegre, atual coordenador do Regional Sul 3.
Sempre destacam o clima de amizade e partilha existente nestes encontros.
D. Jacinto apresentou as Linhas de Ação para o Regional Sul 3, período de 2015 a 2019.
Foram escolhidas os coordenadores que farão parte das comissões de preparação para a II Jornada Estadual de Catequistas.
Por causa da II Jornada, em setembro, o grupo escolheu realizar apenas o Encontro Regional em abril, dias 28 e 29 de 2016.
As fotos que registram o Encontro  podem ser encontradas neste link:

domingo, 19 de abril de 2015

ENCONTRO REGIONAL DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA DO REGIONAL SUL 3 DA CNBB EM PORTO ALEGRE

Reuniram-se dias 15 e 16 de abril de 2015, em Porto Alegre, os coordenadores da Animação Bíblico-catequética das Dioceses do Rio Grande Sul. O tema tratado foi o sentido da vida na catequese e o planejamento na catequese de iniciação à vida cristã. As assessoras vieram de Goiana: Isabel Cristina A. Siqueira  e Eliane Godoy.
 Foi aprovado o logotipo, cartaz e folder da II Jornada Estadual de Catequistas, que acontecerá dia 28 de agosto de 2016, quase certo que em Porto Alegre, dependendo dos últimos ajustes sobre o local.
Como sempre o Encontro se desenvolveu num clima alegre e fraterno, onde o destaque foram os momentos de oração, com a realização do rito da luz e do rito do envio e a celebração litúrgica.
Alegramo-nos com a presença de quase todas as dioceses.


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